sábado, 4 de fevereiro de 2012

EU, TU, ELES....


Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. 
Aprendi que palavra é igual oração:
 tem que ser inteira senão perde a 
força. E força não há de faltar porque 
 aqui dentro – eu carrego o meu 
mundo. Sou menina levada, 
sou criança crescida com contas para pagar. E 
mesmo pequena, não deixo de crescer.
 Trabalho igual gente grande, fico 
séria, traço metas.
 Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... 
Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, 
choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança.
 Amo com os olhos 
vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. 
Sem medo. Sem 
frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me 
fazer feliz?   
Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e
não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar.
 Não importa. Todo 
dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e
cartão com relevo.
 Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

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